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Revisitando os clássicos: o livro “O Velho e o Mar”

ERNEST HEMINGWAY

Shutterstock | Ernest Hemingway/Scribner

Tod Worner - publicado em 12/01/22

O romance de Ernest Hemingway faz parte de uma série sobre grandes livros, ensaios e homilias vistas através das lentes da fé

Ele foi amaldiçoado ou azarado. Ou, talvez, ele tenha acabado de passar pelo auge. Seja qual for o caso, Ernest Hemingway abre seu romance O Velho e o Mar nos dizendo: “Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gulf Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe”.

Viúvo, Santiago morava sozinho. Ele havia retirado a fotografia de sua esposa da parede (onde fora emoldurada perto de imagens do Sagrado Coração de Jesus e da Virgem do Cobre) porque a saudade era grande.

O menino

“Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos que eram da cor do mar, alegres e indomáveis”. Um garoto, a quem o velho havia ensinado a pescar e estava na Gulf Stream com ele, perguntou sobre o plano do dia seguinte. “Para o largo, e voltarei para junto da costa quando o vento mudar. Quero sair antes do amanhecer”.

Tendo em vista as dificuldades pelas quais passara o velho, os pais do garoto haviam-no colocado em um barco diferente. “Foi papai quem me fez mudar de barco. Ainda sou um garoto e tenho de obedecer a ele”. “Eu sei – concordou o velho. – É natural”. “Papai não tem muita fé”. “Não – tornou a concordar o velho. – Mas nós temos, não é verdade?”

Depois de falar sobre beisebol, o garoto olhou para o velho e declarou: “O melhor pescador é você(…) “Mas se sente suficientemente forte para agüentar um peixe dos grandes?” O velho sorriu: :Acho que sim. Conheço as manhas de todos eles”.

O peixe

E assim o velho partiria, sozinho, para as profundezas da costa de sua aldeia cubana. Muitas horas depois que ele está no mar, sua linha é tomada por algo que se mostra tenaz e maciço. Em suas tentativas de lutar com o peixe, ele reconhece que o tamanho do peixe é algo, em seus muitos anos, que ele nunca encontrou.

É preciso paciência e técnica, ele reflete, para trazer tal criatura. Cada grama de força e cada pedaço de sabedoria é empregada para superar essa enorme e bela criatura. À medida que as horas se passam e o sol começa a se pôr, o barco de Santiago é puxado para águas cada vez mais profundas. A linha maltrata suas mãos, ombros e costas enquanto ele espera o grande peixe se cansar. Em um ponto, o peixe surge e salta para o céu revelando-se um Marlim magnífico e incrivelmente grande.

À medida que o dia se transforma em noite e, depois, a noite se transforma em dia, Santiago sente o cansaço. Mas ele ainda está decidido. Ele pesca alguns peixes menores e os come crus. Bebe com moderação da água que trouxe. Fala com o Marlim e fala consigo mesmo. Ele espera que o peixe se canse, pare só então começar a trazê-lo lentamente. Quando isso finalmente ocorre, já é o terceiro dia. Com grande dificuldade, Santiago arrasta o Marlim para mais perto do barco. É hora, agora, de navegar para casa. Mas ainda haverá muita aventura pela frente.

O resultado

Com o disse Teddy Roosevelt: o crédito pertence ao homem que se gasta em uma causa digna; que na melhor das hipóteses conhece no final o triunfo da alta conquista, ou que, na pior das hipóteses, se falhar, pelo menos falha enquanto ousa muito, para que seu lugar nunca seja entre aquelas almas frias e passivas que não conhecem a vitória nem a derrota.

Já de volta, o menino lhe pergunta: “O quanto você sofreu?”

“Muito”, disse o velho, esboçando um sorriso.

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