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O filme de Mark Wahlberg sobre o padre sem medo: “Você lembra qual é missão de Deus?”

Mark Wahlberg como Padre Stu

Sony Pictures - Fair Use

Francisco Vêneto - publicado em 15/02/22

"Queríamos ser brutalmente honestos. Você lembra qual é a missão de Deus, certo? Ele 'não veio para salvar os justos'"

O próximo filme de Mark Wahlberg sobre o “padre sem medo” continua rendendo grandes expectativas para o lançamento da produção, agendado para 15 de abril, Sexta-Feira Santa.

Trata-se de “Padre Stu”, baseado na história real do ex-boxeador norte-americano Stuart Long, que acabou descobrindo a vocação ao sacerdócio, foi ordenado aos 43 anos de idade e morreu aos 50, em 2014, em decorrência de uma grave e rara doença muscular.

O próprio Mark Wahlberg resume a trajetória de Stuart Long como “de encrenqueiro a clérigo”. Wahlberg interpretará o protagonista, chamado carinhosamente de pe. Stu. Por sua vez, Mel Gibson interpretará Bill Long, o pai do boxeador que vira padre – o “padre sem medo”.

Além de boxeador, Stuart também foi ator, professor e administrador de museu antes de descobrir a vocação sacerdotal. Ele viveu uma densa experiência espiritual em pleno hospital depois de um atropelamento que o levou a encarar a morte de muito perto. Convertendo-se à Igreja Católica, pois nem mesmo era católico até então, ele conta ter sentido o chamado ao sacerdócio no mesmo dia em que recebeu o sacramento do batismo.

No seminário, Stu passou por uma cirurgia para retirada de um grande tumor no quadril – ocasião em que recebe o diagnóstico médico de miosite por corpos de inclusão. Trata-se de uma doença inflamatória que provoca danos musculares e enfraquecimento gradual. Este quadro acelerou a morte do pe. Stu, que partiu desta vida apenas 7 anos depois de ter sido ordenado sacerdote.

Mark Wahlberg, que também é católico, testemunhou em entrevista à rede EWTN em 10 de fevereiro:

“Acho que é uma história e uma mensagem que todos precisam escutar. Se conseguirmos [impactar] mais uma pessoa, se plantarmos mais uma semente… mesmo que demore 50 anos para chegar lá e impactar mais alguém, já estamos fazendo o nosso trabalho”.

O pe. Bart Tolleson, que conheceu e foi amigo do pe. Stu, declarou a respeito do “padre sem medo”:

“A cruz da sua doença foi a sua maneira mais poderosa de servir às pessoas. Ele era incansável no seu serviço e nosso Senhor lhe deu muitos dons belíssimos, de conselho, de administrar os sacramentos. Ele não tinha medo, mesmo sendo limitado”.

Mark Wahlberg também conheceu pessoalmente o padre Stu, em 2016, durante um jantar com outros dois padres. O ator se impressionou com a resiliência do pe. Stu no meio de tanto sofrimento:

“A história dele me dá muita esperança, porque a morte é inevitável. A doença, todas essas coisas são inevitáveis. Vamos ter que enfrentá-las (…) À medida que o físico dele começou a definhar, a espiritualidade dele simplesmente se elevou. Isso permitiu que ele se aproximasse de Deus por meio do sofrimento. E deu a ele a capacidade de compartilhar isso com outras pessoas de um jeito muito honesto, que foi muito bom de contar”.

Para o ator, a história do “padre sem medo” foi um auxílio para lidar com o sofrimento do próprio pai, que teve câncer:

“O meu pai era o cara mais forte que eu já vi. Mas, de repente, eu vi meu pai numa cadeira de rodas sem conseguir andar, e nós tivemos que cuidar dele. Ele morava numa clínica. Eu finalmente o entendi”.

Além de tentar aliviar o sofrimento do pai, Wahlberg ainda perdeu a mãe durante as gravações de “Padre Stu”. O ator afirmou que a sua dor se manifesta no filme:

“Obviamente, eu fui às missas, e tudo, e consegui digerir um pouco. Mas deixei muita coisa trancada por dentro. Aí eu fui filmar a cena em que pergunto a Deus ‘por quê?’, antes de me arrastar até o altar. Foi uma gravação de, provavelmente, 15 minutos, e tudo se encaixou”.

Mark Wahlberg testemunhou, ainda, que a sua fé católica o motiva com força a realizar o filme:

“Estou pagando por todas as bênçãos que recebi. Sei que Deus não me colocou nesta posição para me esquecer de onde eu venho. Eu sempre perguntei: ‘Certo, qual é a minha missão? Qual é o meu propósito?’. Isso é plantar a semente, deixá-la florescer e depois usá-la para semear mais ainda a Sua Palavra”.

A iniciativa de filmar a história do “padre sem medo” exigiu cerca de seis anos de trabalho: Wahlberg queria achar o roteirista certo e fez muita oração a Deus pelo sucesso do filme. A roteirista escolhida por Rosalind Ross, que, segundo Wahlberg, “fez um trabalho incrível captando a essência de quem era o pe. Stu e de como ele influenciou as pessoas que o conheceram. Eu espero, com este filme, que mantenhamos vivo o seu legado e continuemos as suas boas obras”.

O ator alerta: existem momentos em que o filme usa linguagem obscena: “Queríamos ser brutalmente honestos. E queremos que este filme não seja exclusivo para católicos e pessoas devotas. Ele é inclusivo, para todos… Você lembra qual é a missão de Deus, certo? Ele ‘não veio para salvar os justos’…”.

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