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Catequese do Papa: Malta é um “laboratório de paz”

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Antoine Mekary | ALETEIA

Reportagem local - publicado em 06/04/22

"A minha visita foi, antes de mais, um ato de gratidão, gratidão a Deus e ao seu santo povo fiel que está em Malta e Gozo"

O Papa Francisco comentou em sua catequese desta quarta-feira a viagem que fez a Malta no final de semana passado.

Segundo o Papa, Malta é um lugar-chave no que diz respeito ao fenómeno das migrações.

No Centro de acolhimento João XXIII, encontrei-me com muitos migrantes que chegaram à ilha após terríveis viagens. Não nos devemos cansar de ouvir os seus testemunhos, porque esta é a única forma de escapar à visão deturpada que frequentemente circula nos meios de comunicação e de reconhecer os seus rostos, as histórias, feridas, sonhos e esperanças destes migrantes. Cada migrante é único: não é um número, é uma pessoa; é único como cada um de nós. Cada migrante é uma pessoa com a própria dignidade, raízes e cultura. Cada um deles é portador de uma riqueza infinitamente maior do que os problemas que comporta. E não nos esqueçamos que a Europa foi feita pelas migrações.

Acolhimento

Evidentemente – prosseguiu o Papa –, “o acolhimento deve ser organizado – isto é verdade – deve ser governado, e antes, muito antes, deve ser planeado juntos, a nível internacional”.

Pois o fenómeno migratório não pode ser reduzido a uma emergência, é um sinal dos nossos tempos. E como tal deve ser lido e interpretado. Pode tornar-se um sinal de conflito ou um sinal de paz. Depende do modo como o consideramos, depende de nós. Aqueles que deram vida ao Centro João XXIII em Malta fizeram a escolha cristã e por isso chamaram-no “Peace Lab”: laboratório de paz. Mas gostaria de dizer que Malta no seu conjunto é um laboratório de paz! Toda a nação com a sua atitude, com a própria atitude, é um laboratório de paz. E pode cumprir esta missão se for buscar às suas raízes a seiva da fraternidade, da compaixão e da solidariedade. O povo maltês recebeu estes valores juntamente com o Evangelho, e graças ao Evangelho eles serão capazes de os manter vivos.

Nesse sentido – disse o Papa – “como Bispo de Roma, fui confirmar aquele povo na fé e na comunhão”.

Malta é um lugar-chave também do ponto de vista da evangelização. De Malta e Gozo, as duas dioceses do país, muitos sacerdotes e religiosos, bem como fiéis leigos, partiram, dando testemunho cristão em todo o mundo. Como se a passagem de São Paulo tivesse deixado a missão no ADN dos malteses! Por conseguinte a minha visita foi, antes de mais, um ato de gratidão, gratidão a Deus e ao seu santo povo fiel que está em Malta e Gozo.

Secularismo

Contudo – disse o Papa Francisco –, “também lá sopra o vento do secularismo e a pseudocultura globalizada do consumismo, do neocapitalismo e do relativismo”.

Também lá, portanto, é tempo de nova evangelização. A visita que, como os meus Predecessores, realizei à Gruta de São Paulo, foi como beber da fonte, para que o Evangelho possa jorrar em Malta com o vigor das suas origens e reavivar o seu grande património de religiosidade popular. Isto é simbolizado pelo Santuário Mariano Nacional de Ta’ Pinu, na ilha de Gozo, onde celebrámos um intenso encontro de oração. Lá senti palpitar o coração do povo maltês, que tem tanta confiança na sua Santa Mãe. Maria reconduz-nos sempre ao essencial, a Cristo crucificado e ressuscitado, e isto é para nós, ao seu amor misericordioso. Maria ajuda-nos a reavivar a chama da fé, atraindo o fogo do Espírito Santo, que anima o jubiloso anúncio do Evangelho de geração em geração, pois a alegria da Igreja é evangelizar! Não esqueçamos aquela frase de São Paulo VI: a vocação da Igreja é evangelizar; a alegria da Igreja é evangelizar. Não a esqueçamos porque é a definição mais bonita da Igreja.

(Íntegra da catequese em Vatican.va)

Tags:
MigrantesPapa FranciscoRefugiados
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