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Cidade restringe venda de crucifixos durante feira de Natal

Feira de Natal de Estrasburgo

Leonid Andronov | Shutterstock

Francisco Vêneto - publicado em 20/10/22

Responsáveis argumentam critérios de qualidade dos produtos

A cidade francesa de Estrasburgo restringiu a venda de crucifixos durante a sua famosa feira de Natal, o Marché de Noël.

Entre os preparativos para o evento, que é típico de várias cidades europeias em dezembro, a prefeitura da cidade fronteiriça com a Alemanha listou os produtos que podem e os que não podem ser comercializados.

Entre os que podem, aparecem desde a cerveja quente até iguarias italianas, enquanto os proibidos incluem de pipoca até champanhe – muito embora o evento ocorra na França.

Fora da categoria de bebidas e alimentos, causou controvérsias a restrição ao crucifixo, que só pode ser vendido em condições determinadas.

De acordo com o portal de notícias católico Gaudium Press, a medida provocou indignação porque a própria natureza da feira é cristã. De fato, o nome original do Mercado de Natal de Estrasburgo é Christkindelsmärik, ou seja, Mercado do Menino Jesus. Além disso, do ponto de vista da fé cristã, não é possível dissociar o Natal da Páscoa e, portanto, da cruz, de modo que restringir o crucifixo é contraditório.

Os autores da lista são os membros da comissão “Estrasburgo Capital do Natal”. Ainda segundo o Gaudium Press, o vice-responsável pela comissão, Guilherme Libsig, argumenta que o objetivo das restrições é evitar a venda de “produtos de baixa qualidade”. Ele acrescenta que todos os produtos ligados ao Natal podem ser vendidos, desde que sejam de boa qualidade.

Resta saber se era mesmo necessário mencionar explicitamente o crucifixo entre as restrições ou se não bastava estabelecer a regra geral de qualidade de todos os produtos evitando mais uma polêmica relacionada com o sentimento religioso dos cristãos.

Tags:
CruzIdeologiaNatal
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