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Cardeal missionário na Mongólia diz que o papa cativou os não-católicos do país

Cardeal Giorgio Marengo

AP/Associated Press/East News

Cardeal Giorgio Marengo

Francisco Vêneto - publicado em 05/09/23

Não sendo cristã, a sociedade local pouco sabia sobre o pontífice

Ao fazer um balanço da visita do Papa Francisco à Mongólia, o cardeal italiano Giorgio Marengo, prefeito apostólico da capital do país, Ulan Bator, afirmou que o pontífice cativou inclusive os não-católicos do país – que são a esmagadora maioria da população, uma vez que o total de católicos residentes em toda a Mongólia não chega sequer a 1.500 pessoas.

Para Marengo, que se tornou conhecido mundialmente em 2022 por ter sido eleito com apenas 47 anos para o Colégio Cardinalício e, portanto, é o cardeal mais jovem do mundo, o sentimento geral com a viagem de Francisco é de “satisfação”. Ele acrescenta que a visita gerou “grandes resultados” para a Mongólia no presente e no futuro, e que alguns desses resultados eram “inesperados” para uma Igreja cujos números não são expressivos.

“Não tínhamos os meios nem as pessoas adequadas para organizar um evento deste gênero”, admite ele. No entanto, o papa deixou “um testemunho tão humilde, simples e próximo que criou imediatamente uma harmonia com o povo, com pessoas de todas as origens possíveis”.

De fato, prossegue o cardeal, muitos mongóis não-católicos ficaram felizes ao ver que “o Papa conseguiu realçar a beleza, a originalidade deste povo. Seus discursos continham verdadeiramente elementos que faziam as pessoas sentirem orgulho de serem quem são, porque muito espaço foi dado à beleza, à riqueza deste povo, às suas tradições, à sua história”.

Para a população local, a visita de um líder religioso de renome mundial, com uma mensagem de fraternidade, colaboração e harmonia entre os povos, mudou profundamente a visão dos mongóis sobre o pontífice – já que, não sendo cristã, a sociedade local pouco sabia sobre o papa.

Outro aspecto muito apreciado da passagem de Francisco pelo país foi o destaque dado pelo papa ao papel da Mongólia como promotora da paz mundial. O pontífice afirmou que cada povo, independentemente do seu tamanho, tem a responsabilidade de construir a paz. O cardeal Marengo recorda: “Os mongóis têm uma experiência disto com a ‘Pax Mongolica’, como o próprio Santo Padre mencionou. Foi uma realidade e talvez pudéssemos realmente aprender com essas experiências para o nosso presente”.

Marengo tem a expectativa de que a Igreja cresça mais na Mongólia a partir desta visita. “É um presente e também uma responsabilidade para todos nós”.

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