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Parlamento Europeu anuncia dom Rolando Álvarez como candidato a prêmio por defesa da liberdade

DOM ROLANDO ALVAREZ, BISPO DE MATAGALPA, NICARAGUA

JUDICIAL CENTRAL MANAGUA

Bispo foi condenado a 26 anos de prisão

Francisco Vêneto - publicado em 25/09/23

O Prêmio Sakharov homenageia pessoas e organizações que lutam pelo direito à liberdade de consciência

O Parlamento Europeu anunciou o nome do bispo dom Rolando Álvarez, da Nicarágua, como um dos candidatos a receber o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Consciência 2023. O reconhecimento, criado em 1988, é concedido anualmente a pessoas e organizações que se destacam na luta pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais, em especial a de consciência. O nome homenageia Andrei Sakharov, cientista e dissidente político soviético. O atual valor do prêmio é de 50 mil euros.

Dom Rolando Álvarez se tornou mundialmente conhecido como uma das maiores vítimas do regime de extrema esquerda implantado na Nicarágua pelo casal de ditadores Daniel Ortega e Rosario Murillo, com a cumplicidade, ao menos por omissão, de outros regimes autoritários de esquerda na América Latina.

O bispo católico está preso arbitrariamente há mais de um ano e cumpre condenação a mais de 26 anos de prisão em regime fechado. Ele foi acusado de suposta traição à pátria por questionar medidas da ditadura contra as liberdades civis, sobretudo as de consciência, expressão e culto. De fato, o regime de Ortega tem perseguido escancaradamente a Igreja Católica mediante prisões arbitrárias, proibições ou restrições severas a cerimônias religiosas, censura a pronunciamentos críticos, fechamento de veículos católicos de comunicação, confisco de propriedades como conventos, universidades e escolas, além da expulsão de religiosas, religiosos e padres estrangeiros.

Junto com dom Rolando Álvarez, também foi indicada ao Prêmio Sakharov a ativista nicaraguense Vilma Núñez de Escorcia, que, de acordo com o comunicado emitido neste 20 de setembro pelo Parlamento Europeu, “luta há décadas pelos direitos humanos dos nicaraguenses” e, “apesar da perseguição, permanece no seu país”.

A nomeação dos dois nicaraguenses ao prêmio foi promovida por 43 eurodeputados. Também foram indicados, entre vários outros, os nomes do bilionário Elon Musk e das ativistas afegãs Marzia Amiri, Parasto Hakim e Matiullah Wesa, que lutam pelo direito à educação.

Em 12 de outubro, uma reunião conjunta das comissões europeias de Relações Exteriores e de Desenvolvimento selecionará os três finalistas. O vencedor será anunciado no dia 19 do mesmo mês. Já a cerimônia de premiação será realizada no dia 13 de dezembro em Estrasburgo.

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BisposIdeologialiberdadePolítica
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